Economia

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O mercado cervejeiro brasileiro e mundial está cada vez mais aquecido, aqui você poderá encontrar as mais recentes notícias e estatísticas do mundo da cerveja.

Pensando em abrir um negócio cervejeiro? Corra!!!

29January

James Watt está no Brasil e com ele vem o projeto do Bar BrewDog em parceria com Gilberto Tarantino.

O lema do bar BrewDog é "No Tennents (marca tradicional), no Carling (outro rótulo de massa), no Smirnoff, no televisions." Tudo para não parecer um pub.

Enquanto os pubs britânicos estão em decadência, a rede BrewDog cresce com clamor popular. A maior cervejaria artesanal independente da Escócia lançou o primeiro bar com bandeira própria em 2010, na cidade de Aberdeen. Hoje, são cinco entre Escócia e Inglaterra, com a meta de chegar a dez até o fim de 2012. Amanhã, um dos fundadores da empresa, o jovem James Watt, chega ao Brasil para fechar o acordo que vai viabilizar o primeiro bar do grupo fora do Reino Unido, em São Paulo.

A BrewDog foi oficialmente lançada em 2007. Watt e seu sócio, Martin Dickie, tinham então 24 anos e pegaram um empréstimo de 30 mil libras para começar. A dupla provou que a tecnologia não é o único caminho para a moçada ganhar dinheiro com irreverência: fecharam 2011 com um faturamento de 7 milhões de libras e um crescimento em vendas de 250% nos últimos dois anos. Seus produtos figuram em supermercados como o Tesco e até nas cartas dos melhores restaurantes do mundo como o Noma, em Copenhagen, e o DOM, em São Paulo. A empresa, como afirma o jovem escocês, foi criada tendo "o mesmo desprezo pelo mercado de massa de cerveja que os punks originais tinham pela cultura pop".

As campanhas de marketing que a dupla faz na rede social é agressiva. "É a revolução da cerveja artesanal", evangeliza Watt. Ele e Dickie jogam boliche para quebrar garrafas de Budweiser ou se vestem de Darth Vader para espatifar com o sabre de luz as long necks Stella Artois. "Queremos mudar a cultura monótona de beber cerveja. Por isso, fazemos bebidas inovadoras, progressistas e cheias de sabor", diz Watt. O mestre cervejeiro da Brew Dog, Stewart Bowman, garante que usa 25 vezes mais lúpulo em suas criações que as "genéricas" do mercado. "We bloody love hops!" (amamos lúpulo mesmo!), alardeia.

A personalidade de cada cerveja da marca é expressa em rótulos provocativos como "Sink the Bismarck!", a mais alcóolica do mundo, ou "Trashy Blonde". As mais " populares" da BrewDog são a "Punk IPA" e a "Hardcore". Claro que com o uso de mais e melhores ingredientes a bebida artesanal custa mais. Os fundadores dizem que se pessoas pagam mais por uma taça de um bom chardonnay, por que não fazer o mesmo com uma elaborada cerveja artesanal? "Beba menos, mas beba melhor", pregam Watt e Dickie. No Brasil, para se ter uma ideia, uma long neck da marca custa em torno de R$ 15.

O discurso antipilsen tem dado resultado. Em junho do ano passado, eles colocaram à venda uma cota de ações, não listada em bolsa, para ser vendida on-line. O processo, todo auditado, ganhou destaque nas principais publicações de economia britânicas, incluindo o "Financial Times", e foi batizado de "Equity for Punks". Até janeiro deste ano, o esquema atraiu seis mil acionistas e captou 2,2 milhões de libras. A oferta inicial era de quatro ações por 95 libras e o maior investidor comprou 25 mil libras. Tudo isso para ajudar a BrewDog a construir uma fábrica ecológica em Aberdeen que vai quintuplicar sua capacidade para 500 mil hectolitros e ainda permitir a abertura de novos bares.

A contrapartida para os acionistas vai de descontos eternos no bares até acesso privilegiado a edições especiais das cervejas. Eles também podem dar pitacos via internet nas decisões da empresa. " Todo nosso esforço é para estar cada vez mais perto de quem consome nossas cervejas.", diz Watt. O blog oficial da BrewDog é atualizado constantemente com vídeos debochados apresentados por Watt e Dickie que chegam a 300 mil acessos por mês.

A cervejaria exporta hoje 55% de sua produção para 27 países, mas com a ampliação da fábrica esse percentual vai crescer. O Brasil está em sétimo lugar no ranking dos principais compradores. "Mas está expandindo", destaca Watt. A dificuldade está justamente no gargalo de produção da empresa. "Só não trazemos mais de um contêiner por mês porque eles não tem como atender. Tem vários países esperando na lista para começar a vender BrewDog", conta Gilberto Tarantino, representante exclusivo da marca no Brasil.

Foi esse desempenho e a percepção do desenvolvimento do consumo local de cerveja artesanal que fez com que Watt convidasse Tarantino para ser sócio no primeiro bar BrewDog brasileiro. No Reino Unido, a empresa é dona de todas as unidades. Só que enquanto um bar lá custa em torno de 100 mil libras, aqui o investimento deve ser de R$ 1 milhão. Como "não entende nada da área", Tarantino topou a parada, mas vai incluir na sociedade um grupo especializado em gestão de bares.

A reunião, da qual Watt vai participar, será na segunda-feira. " Tive de encontrar um grupo que não tivesse contrato de exclusividade com nenhuma das cervejarias tradicionais", explica Tarantino. O lema do bar BrewDog é "No Tennents (marca tradicional), no Carling (outro rótulo de massa), no Smirnoff, no televisions." Tudo para não parecer um pub. Outras marcas convidadas de cervejas artesanais podem ser vendidas, assim como vinhos ou destilados que não pertençam ao "mainstream".

Written by André Costa, Posted in Economia

20January

Números mostram crescimento da produção de cerveja em 3,3% e o dobro de volume nas importações

Em um ano com reajuste de impostos para bebidas e salário mínimo sem aumento real, a indústria de cervejas no Brasil não esperava bons resultados. A espectativa de 2011 era igualar a produção à do ano anterior. Previa-se até queda. Os mais recentes dados do Sistema de Controle de Produção de Bebidas (Sicobe) da Receita Federal, contudo, mostram aumento de 3,37% no volume fabricado no País.

É a primeira vez, desde que o Sicobe foi implantado no primeiro trimestre de 2009, que é possível comparar a produção de um ano com o outro. Os números da Receita, considerados os mais precisos do mercado, mostram que a produção alcançou 13,3 bilhões de litros - 433 milhões a mais que os 12,8 bilhões de litros de 2010. As cervejas especiais, segundo especialistas, foram as responsáveis por salvar o ano.

"As classes C e D continuam consumindo mais cerveja, mas as marcas mais baratas. Nesse cenário, o que a classe B faz? Busca um diferencial que, no caso, são as cervejas especiais ou premium", diz Adalberto Viviani, especialista da Concept Consultoria, focada no setor de bebidas.

Viviani explica que nesse segmento estão marcas de cerveja artesanais - ou "gourmet" -, feitas com malte puro, como a Colorado, de Ribeirão Preto. Produtos menos elaborados, com cereais não maltados (milho, arroz) - mas com posicionamento de preço acima das marcas populares - também fazem parte desse grupo. A Budweiser, da Ambev, e a Devassa, da Schincariol (Kirin) são um exemplo.

Essas cervejas são as que devem apresentar maior ritmo de crescimento também em 2012, segundo análise do Banco Fator. "O aumento no consumo de produtos premium será o grande diferencial de resultados nos próximos anos, concomitantemente ao crescimento total de volume de cerveja", diz um relatório da instituição.

Recorde. "Não temos os números do ano fechados ainda, mas com certeza serão bons porque batemos recordes de produção em outubro e novembro", diz Patrick Zanello, mestre cervejeiro da Colorado.

"Chegamos a 100 mil litros ao mês, marca que nunca alcançamos", completa ele. A cerveja Paulistânia, produzida pela importadora Bier & Wein em parceria com a indústria de bebidas Contini, também teve alta de vendas em 2011. "Crescemos 55% em volume", diz Marcelo Stein, diretor da Bier & Wein.

Estrangeiras. As importações de cerveja, de acordo com Stein, bateram recordes no ano passado. Citando números oficiais, Stein afirma que a importação saltou de 22,1 milhões de litros em 2010 para 44,4 milhões de litros em 2011.

Os maiores volumes, afirma, foram trazidos por grandes cervejarias globais com atuação no Brasil, como Ambev (Anheuser-Bush InBev) e Heineken. Os países de origem da maior parte das importações são a Holanda, Uruguai, Argentina e México.

Na Bier & Wein, uma das maiores e mais antigas importadoras do País, os volumes cresceram 30% em relação a 2010. "Os brasileiros estão aprendendo a cultura da cerveja e descobrindo novos sabores", declara Stein.

Juntas, importadas e especiais, essas cervejas representam de 4% a 6% do consumo nacional, conforme estimativas do setor. "Nos próximos três ou cinco anos, esse porcentual deve chegar a 9%, afirma Viviani.

Written by André Costa, Posted in Economia

18January

Cervejas Especiais direto na sua casa

Depois dos quiosques em shoppings, surgem os clubes de assinatura que selecionam e entregam cervejas do mundo todo

Até para o consumidor mais leigo no assunto ficou fácil mergulhar no mundo das cervejas especiais. Se antes era preciso procurar onde comprar, agora o produto está mais à mão. Nos últimos dois anos, quiosques com cervejas importadas e nacionais começaram a se espalhar pelos principais shoppings de São Paulo. Já existem empórios que organizam jantares harmonizados com a bebida. E, mais recentemente, surgiram clubes de assinatura, que entregam o produto em casa.

"As garrafas são despachadas com fichas informativas sobre os rótulos que seguem no kit", explica a beer sommelier Kathia Zanatta, que há dois meses abriu o Clubeer em sociedade com a amiga Cristiana Ficoni Bratt. "Damos até algumas dicas de harmonização."

Trata-se de uma assinatura mensal, que dá direito a um pacote de quatro garrafas, envoltas em papel de seda preto, e acomodadas em uma resistente caixa de presente. No site há quatro opções de assinatura, que vão de R$ 50 a R$ 105. Os preços variam de acordo com o tipo de cerveja. As mais baratas são nacionais. "O Brasil tem ótimas cervejas especiais, pouco conhecidas pelas maioria das pessoas. É o caso da mineira Wäls Trippel, que tem notas cítricas, e a curitibana Way, que é nova no mercado ", diz Kathia.

Outro clube é o Have a Nice Beer, que envia uma revista junto com o kit. A cada mês, são selecionadas duas das melhores cervejas do mundo. O assinante recebe quatro garrafas, duas de cada rótulo. No pacote deste mês, por exemplo, são duas Rogue Dead Guy, cerveja americana de coloração escura com toque de caramelo, e duas Rogue Juniper, com cor de açafrão e aroma floral, por R$ 65,90.

Written by André Costa, Posted in Economia

18January

Com investimentos de 1 milhão, Falke Bier deve quintuplicar sua produção

Com o novo empreendimento, a previsão é quintuplicar a produção, passando dos atuais 10 mil litros por mês para até 50 mil litros mensais.

A cervejaria artesanal Falke Bier, sediada em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), vai investir R$ 1 milhão na construção de uma nova planta fabril no município.

De acordo com o sócio-proprietário da empresa, Marco Falcone, com o novo empreendimento, a previsão é quintuplicar a produção, passando dos atuais 10 mil litros por mês para até 50 mil litros mensais.

"Vamos construir um galpão adaptado em um terreno de mil metros quadrados próximo à unidade atual, que fica em um condomínio de sítios em Ribeirão das Neves. Somos uma cervejaria verde, ambientalmente montada", afirma.

A previsão é de que a nova unidade fabril seja inaugurada ainda no primeiro semestre deste ano. As obras começam no final de fevereiro. A Falke Bier fabrica sete rótulos de cervejas artesanais e dois rótulos de chopp.

Na planta atual a empresa vai continuar fabricando apenas o rótulo Monastério e, segundo Falcone, vai transferir para a nova unidade a fabricação dos demais rótulos. "A ideia é transformar a matriz atual também em local de turismo, aberto à visitação."

E, embora o mercado nacional de cervejas seja dominado pelas gigantes do setor - a Ambev detém 70% de market share; em seguida aparecem Schincariol, com 11,6%; Petrópolis, com 9,6%; e Femsa, com 7,2% -, para Falcone ainda há espaço para as cervejarias artesanais crescerem.

"Temos hoje menos de 0,2% do mercado total de cervejas, mas no Brasil são consumidos por ano 14 bilhões de litros e há espaço para crescer. Nos Estados Unidos, por exemplo, as cervejas artesanais têm 5% do mercado", diz.

Written by André Costa, Posted in Economia

01December

Cervejas Way Beer chegam em garrafa a São Paulo

Cervejaria começa a envasar e, além do Paraná, São Paulo é o primeiro mercado a receber os produtos. Cream Porter, Premium Lager, Irish Red Ale e a American Pale Ale já estão disponíveis nos melhores estabelecimentos do ramo cervejeiro.

A Cervejaria Way Beer, de Pinhais, na Região Metropolina de Curitiba, continua inovando e ampliando seu trabalho. Após lançar a Way Beer 8S - uma cerveja estilo Double American Pale Ale produzida de forma colaborativa por especialistas de quatro países e lançada no Festival Brasileiro da Cerveja agora em novembro -, está dando início a distribuição de seus produtos em garrafa e fora do Paraná.
 
Além do estado natal, São Paulo é o primeiro mercado que está recebendo as cervejas da Way Beer, que começou a envasar há pouco mais de um mês. Nessa primeira etapa, quatro cervejas de estilos diferentes estão sendo engarrafadas e distribuídas: Cream Porter, Premium Lager, Irish Red Ale e a American Pale Ale - eleita a melhor Pale Ale do país no 1º Prêmio Maxim de Cerveja.
 
Em breve, outros produtos da cervejaria também chegarão ao mercado em garrafa, assim como mais cidades devem receber as cervejas nesse formato. É possível encontrar as cervejas da Way Beer nos melhores bares, lojas e empórios que lidam com cervejas especiais de Curitiba e São Paulo.
 
Sobre as cervejas
 
American Pale Ale - 5,2% ABV
Eleita pela revista Maxim como a melhor Pale Ale do país no 1º Prêmio Maxim de Cerveja, a Way American Pale Ale (APA) é uma interpretação única do estilo. Lúpulos americanos dão sabor cítrico e amargor agradável a esta cerveja, que é clara, equilibrada e de final marcante. O método Dry Hopping, que é a adição de lúpulo no final do processo de maturação, é utilizado nessa cerveja para lhe dar ainda mais aroma. Lupulomaníacos, garantimos seu prazer! Afinal, o jeito Uncle Sam de fazer Pale Ale não falha!
 
Cream Porter - 5,6% ABV
A Way Cream Porter é uma cerveja encorpada como as Porters do século 18, reforçadas para encarar longas viagens pelos mares do norte europeu, em especial o Mar Báltico. Os maltes caramelizados e tostados, enriquecidos com aveia selecionada, dão à Cream Porter complexidade e uma cremosidade única. Com cor escura, possui aromas que lembram café, chocolate e frutas secas.
 
Irish Red Ale - 5,8 % ABV
A Way Irish Red Ale é uma cerveja na qual o malte é o protagonista. De cor avermelhada, possui aroma de caramelo e toffee, corpo médio e gosto inicialmente doce, sendo tomado pela percepção dos maltes tostados e com um final surpreendentemente seco. Um convite aos próximos goles!
 
Premium Lager - 5,2% ABV
A American Pale Ale é muito amarga? A Cream Porter tem muito malte torrado? A Irish Red Ale é muito seca? Se você respondeu sim para todas essas perguntas tome a Premium Lager, uma cerveja puro malte, clara, aromática e mais encorpada, feita com uma seleção de lúpulos da República Tcheca, Estados Unidos e Alemanha. Não tem como não gostar!
 
Sobre a Way Beer
 
A Way Beer é uma micro cervejaria artesanal do Paraná, localizada em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Com produtos de alta qualidade e um espírito arrojado, em pouco tempo de existência ganhou destaque na região e no país. Hoje fabrica cinco cervejas diferentes – American Pale Ale, Amburana Lager, Cream Porter, American Lager e Irish Red Ale – e distribui para pessoas físicas e estabelecimentos comerciais da capital paranaense.

Written by André Costa, Posted in Economia