Economia

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O mercado cervejeiro brasileiro e mundial está cada vez mais aquecido, aqui você poderá encontrar as mais recentes notícias e estatísticas do mundo da cerveja.

Pensando em abrir um negócio cervejeiro? Corra!!!

Veja São Paulo - A multiplicação das cervejas especiais

on Saturday, 28 April 2012. Posted in Economia

Existem hoje nos bares, restaurantes, supermercados e lojas especializadas da cidade 550 rótulos da bebida

Mario Rodrigues - Revista Veja

Um desavisado que confere as ofertas de cerveja em São Paulo nos dias de hoje pode até achar que tomou umas a mais. A loura (e às vezes ruiva, morena...) deixou de ser ofertada em apenas meia dúzia de formatos e se multiplicou em centenas de versões. Esse fenômeno vem sendo fermentado pela proliferação de pequenas produtoras nacionais e pela abertura cada vez maior do setor às novidades importadas. A combinação de tantas forças etílicas inundou a cidade com opções premium da bebida. Elas são conhecidas pelos preços mais salgados (a partir de 12 reais por litro) e por trazer uma enorme variedade de receitas (já ouviu falar de algumas que incluem mel ou pimenta na fórmula?). Das 550 disponíveis atualmente na metrópole, 200 desembarcaram por aqui em 2011. No ano passado, os paulistanos saborearam 8,6 milhões de litros de cervejas especiais, mais que o dobro do total registrado em 2010.

Embora tenha ainda um tamanho modesto (2,2% do total), o segmento dos rótulos especiais cresce num ritmo acima da média e sedimentou entre os consumidores o prazer de redescobrir o irresistível líquido. Há outras boas novidades, como duas grandes feiras especializadas (Brasil Brau e Beer Experience) e quatro clubes por assinatura que surgiram na cidade. Nesses serviços, os sócios pagam uma taxa mensal entre 40 e 100 reais para ter o direito de receber em casa algumas garrafas e latinhas. Nas páginas a seguir, VEJA SÃO PAULO preparou, com a ajuda de especialistas, um guia com o que há de melhor para apreciar nesse universo de delícias recém-chegadas ao nosso mercado.

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Cervejaria Petropolis pretende dobrar número de fábricas até 2020

Written by André Costa on Saturday, 24 March 2012. Posted in Economia

Grupo anunciou investimentos de R$ 250 milhões em produção e marketing para este ano e contrato com a Young&Rubican

Marcos Quintela, presidente da Y&R, Douglas Costa, diretor da Cervejaria Petrópolis, Roberto Justus, presidente do Grupo Newconn, e Walter Faria, presidente da Petrópolis

A Cervejaria Petrópolis, dona das cervejas Itaipava e Crystal, anunciou, na última quinta-feira (22), no Rio, que sua nova agência de publicidade será a Young&Rubican. Em coletiva de imprensa, o diretor de Marketing, Comercial e Relações com o Mercado Douglas Costa informou que, entre marketing e produção, a empresa vai investir neste ano cerca de R$ 250 milhões e espera crescer cerca de 13% neste ano. No ano passado, a empresa cresceu 13,6%.

Nos planos de longo prazo, Costa disse que a empresa, que atualmente tem quatro fábricas, pretende chegar a sete ou oito plantas até 2020. “Em dois ou três anos vamos inaugurar uma quinta fábrica. Estamos definindo onde. Estamos avaliando o Sul e o Nordeste”, disse. Segundo ele, o Nordeste é um grande mercado e com consumo de cervejas o ano todo, mas o Sul tem maior potencial para venda de produtos com maior valor agregado, por isso as duas regiões estão no radar da companhia.

As novas unidades chegarão para atender ao plano da Cervejaria Petrópolis de chegar em 100% do território nacional até 2020. Atualmente, as vendas da empresa estão concentradas no Sudeste e Centro-Oeste e atingem cerca de 35% do território nacional. Já o plano de crescimento neste ano já pode ser atendido pela capacidade instalada atual da companhia. “Investimos R$ 178 milhões em 2010 e R$ 121 milhões em 2011 para a ampliação da capacidade produtiva”, diz. Segundo ele, no ano passado a empresa produziu 1,73 bilhões de litros de cerveja, e pretende encerrar este ano com 1,95 bilhões.

Com o contrato com a Y&R, agência do grupo Newcomm, presidida por Roberto Justus, a Petrópolis, prevê investir R$ 162 milhões em marketing. No ano passado, foram R$ 112 milhões.

A agência substitui a Multi Solution, que foi responsável pela conta da Cervejaria Petrópolis por oito anos. A concorrência para a escolha da nova agência levou cerca de seis meses e foi disputada por sete empresas.

Mr. Beer compra 50% da Casa da Cerveja

Written by André Costa on Thursday, 01 March 2012. Posted in Economia

“O valor em cifras não podemos estimar, mas, em porcentagem, somos hoje detentores de 50% da Casa da Cerveja”

Depois de seis meses de negociação, o Mr. Beer anunciou a compra de parte do empório especializado em cervejas Casa da Cerveja, em São Paulo. “c”, explica Fabiano Wohlers, diretor geral e beer sommelier da rede.

Wohlers conta que as duas empresas continuam atuando da mesma forma, mas a sociedade vai impactar em preços mais baixos para as franquias do Mr. Beer. “Na Casa da Cerveja passamos a operar com uma equipe de vendas direta ao varejo e o Mr. Beer ganha um importante mix de rótulos exclusivamente importados pela Casa da Cerveja, com preços ainda mais competitivos”, diz.

Os sócios do empório devem continuar na administração do negócio, que agora passa a levar a bandeira da franquia, porém com plano de negócios elaborado a partir da meta de crescimento do Mr. Beer. “As empresas em conjunto ganham força no mercado brasileiro. Sabemos do potencial do mercado e temos a certeza de que essa é a hora certa para alicerçar o negócio para os próximos anos”, justifica Wohlers.

A rede Mr. Beer foi criada em 2008 e soma 30 unidades atualmente. Para Wohlers, a meta deste ano é dobrar os dois negócios. “Já fechamos o primeiro bimestre do ano e estamos acima do plano traçado”, conta.

Heineken diz que quer comprar, Grupo Petrópolis nega. Aonde tem fumaça tem fogo?

Written by André Costa on Tuesday, 28 February 2012. Posted in Economia

Heineken, a terceira maior cervejaria do mundo, fez um lance pela brasileira Petrópolis, disse o jornal holandês Het Financieele Dagblad nesta segunda-feira, citando fontes não identificadas de um jornal brasileiro no final de semana.

Não foram fornecidos detalhes financeiros nem o preço do negócio.

A Heineken recentemente anunciou lucros melhores do que o esperado no quarto trimestre e disse que esperava crescer nos mercados emergentes e aumentar a receita nos desenvolvidos com as marcas premium.


Em resposta o O Grupo Petrópolis nega que tenha recebido uma oferta de compra, por meio de um comunicado enviado á imprensa. De acordo com a nota, a cervejaria está atualmente em processo de crescimento e ampliação de capacidade produtiva e de distribuição.

“O grupo tem o objetivo de crescer ainda mais consolidando sua posição de destaque no mercado brasileiro”, diz o comunicado “As informações infundadas servem para tentar esconder os fatos acima mencionados. Nem sua área de cervejas nem suas marcas estão à venda”.

James Watt está no Brasil e com ele vem o projeto do Bar BrewDog em parceria com Gilberto Tarantino.

Written by André Costa on Sunday, 29 January 2012. Posted in Economia

O lema do bar BrewDog é "No Tennents (marca tradicional), no Carling (outro rótulo de massa), no Smirnoff, no televisions." Tudo para não parecer um pub.

James Watt está no Brasil e com ele vem o projeto do Bar BrewDog em parceria com Gilberto Tarantino.

Enquanto os pubs britânicos estão em decadência, a rede BrewDog cresce com clamor popular. A maior cervejaria artesanal independente da Escócia lançou o primeiro bar com bandeira própria em 2010, na cidade de Aberdeen. Hoje, são cinco entre Escócia e Inglaterra, com a meta de chegar a dez até o fim de 2012. Amanhã, um dos fundadores da empresa, o jovem James Watt, chega ao Brasil para fechar o acordo que vai viabilizar o primeiro bar do grupo fora do Reino Unido, em São Paulo.

A BrewDog foi oficialmente lançada em 2007. Watt e seu sócio, Martin Dickie, tinham então 24 anos e pegaram um empréstimo de 30 mil libras para começar. A dupla provou que a tecnologia não é o único caminho para a moçada ganhar dinheiro com irreverência: fecharam 2011 com um faturamento de 7 milhões de libras e um crescimento em vendas de 250% nos últimos dois anos. Seus produtos figuram em supermercados como o Tesco e até nas cartas dos melhores restaurantes do mundo como o Noma, em Copenhagen, e o DOM, em São Paulo. A empresa, como afirma o jovem escocês, foi criada tendo "o mesmo desprezo pelo mercado de massa de cerveja que os punks originais tinham pela cultura pop".

As campanhas de marketing que a dupla faz na rede social é agressiva. "É a revolução da cerveja artesanal", evangeliza Watt. Ele e Dickie jogam boliche para quebrar garrafas de Budweiser ou se vestem de Darth Vader para espatifar com o sabre de luz as long necks Stella Artois. "Queremos mudar a cultura monótona de beber cerveja. Por isso, fazemos bebidas inovadoras, progressistas e cheias de sabor", diz Watt. O mestre cervejeiro da Brew Dog, Stewart Bowman, garante que usa 25 vezes mais lúpulo em suas criações que as "genéricas" do mercado. "We bloody love hops!" (amamos lúpulo mesmo!), alardeia.

A personalidade de cada cerveja da marca é expressa em rótulos provocativos como "Sink the Bismarck!", a mais alcóolica do mundo, ou "Trashy Blonde". As mais " populares" da BrewDog são a "Punk IPA" e a "Hardcore". Claro que com o uso de mais e melhores ingredientes a bebida artesanal custa mais. Os fundadores dizem que se pessoas pagam mais por uma taça de um bom chardonnay, por que não fazer o mesmo com uma elaborada cerveja artesanal? "Beba menos, mas beba melhor", pregam Watt e Dickie. No Brasil, para se ter uma ideia, uma long neck da marca custa em torno de R$ 15.

O discurso antipilsen tem dado resultado. Em junho do ano passado, eles colocaram à venda uma cota de ações, não listada em bolsa, para ser vendida on-line. O processo, todo auditado, ganhou destaque nas principais publicações de economia britânicas, incluindo o "Financial Times", e foi batizado de "Equity for Punks". Até janeiro deste ano, o esquema atraiu seis mil acionistas e captou 2,2 milhões de libras. A oferta inicial era de quatro ações por 95 libras e o maior investidor comprou 25 mil libras. Tudo isso para ajudar a BrewDog a construir uma fábrica ecológica em Aberdeen que vai quintuplicar sua capacidade para 500 mil hectolitros e ainda permitir a abertura de novos bares.

A contrapartida para os acionistas vai de descontos eternos no bares até acesso privilegiado a edições especiais das cervejas. Eles também podem dar pitacos via internet nas decisões da empresa. " Todo nosso esforço é para estar cada vez mais perto de quem consome nossas cervejas.", diz Watt. O blog oficial da BrewDog é atualizado constantemente com vídeos debochados apresentados por Watt e Dickie que chegam a 300 mil acessos por mês.

A cervejaria exporta hoje 55% de sua produção para 27 países, mas com a ampliação da fábrica esse percentual vai crescer. O Brasil está em sétimo lugar no ranking dos principais compradores. "Mas está expandindo", destaca Watt. A dificuldade está justamente no gargalo de produção da empresa. "Só não trazemos mais de um contêiner por mês porque eles não tem como atender. Tem vários países esperando na lista para começar a vender BrewDog", conta Gilberto Tarantino, representante exclusivo da marca no Brasil.

Foi esse desempenho e a percepção do desenvolvimento do consumo local de cerveja artesanal que fez com que Watt convidasse Tarantino para ser sócio no primeiro bar BrewDog brasileiro. No Reino Unido, a empresa é dona de todas as unidades. Só que enquanto um bar lá custa em torno de 100 mil libras, aqui o investimento deve ser de R$ 1 milhão. Como "não entende nada da área", Tarantino topou a parada, mas vai incluir na sociedade um grupo especializado em gestão de bares.

A reunião, da qual Watt vai participar, será na segunda-feira. " Tive de encontrar um grupo que não tivesse contrato de exclusividade com nenhuma das cervejarias tradicionais", explica Tarantino. O lema do bar BrewDog é "No Tennents (marca tradicional), no Carling (outro rótulo de massa), no Smirnoff, no televisions." Tudo para não parecer um pub. Outras marcas convidadas de cervejas artesanais podem ser vendidas, assim como vinhos ou destilados que não pertençam ao "mainstream".